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Este blog tem por objetivo auxiliar professores de educação infantil.
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Professora Dany.

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domingo, 6 de maio de 2012

Síndrome de Down


Síndrome de Down

É o nome de John Langdon Down, o médico britânico que descreveu a síndrome em 1866, ironicamente, ele não foi a primeira pessoa a descrever a condição, acrescentou pouco ao nosso conhecimento do mesmo, e em grande erro, atribuiu a condição como se fosse uma reversão para a raça mongolóide. O distúrbio foi identificado como trissomia do cromossomo 21 por Jérôme Lejeune em 1959.O distúrbio também já foi chamado de mongolismo, um termo hoje considerado obsoleto.
A Síndrome de Down é um distúrbio cromossômico comum devido a um número extra de cromossomos 21 (trissomia 21). Causa deficiência mental, uma face característica, e malformações múltiplas, é um defeito de nascimento relativamente comum. A anormalidade de cromossomos afeta tanto o desenvolvimento físico e intelectual do indivíduo. Está associada a um maior risco para malformações cardíacas, risco de atresia do duodeno (parte do intestino delgado não é desenvolvido) e um menor, mas ainda significativo risco de leucemia aguda.
A anomalia que causa a síndrome de Down é a trissomia 21, uma cópia extra do cromossomo número 21. Isto significa que, em vez de ter o normal que são 2 cópias do cromossomo número 21, a pessoa com síndrome de Down tem 3 cópias do cromossomo número 21. A confirmação de tal condição exige um estudo dos cromossomos. O estudo dos cromossomos também é importante para orientar sobre a possibilidade de uma translocação do cromossomo 21 que pode ser hereditária, caso em que pode dar origem a mais casos de síndrome de Down na família. A avaliação do bebê com síndrome de Down e da família por um médico geneticista é, sobretudo favorável.
Os indivíduos com síndrome de Down tendem a ter uma capacidade inferior à média em relação ao desenvolvimento cognitivo. Um pequeno número tem grave deficiência mental profunda. A incidência da síndrome de Down é estimada em 1 para cada 800 a 1.000 nascimentos, embora seja estatisticamente muito mais comum com as mães mais velhas.
Na síndrome de Down, existem certas características na aparência, que individualmente podem ser bastante sutis, mas em conjunto permitem um diagnóstico clínico da síndrome de Down a ser feita no nascimento. Os sinais da síndrome de Down incluem inclinação das fendas palpebrais, pequenas dobras de pele no canto interno dos olhos, língua aumentada e proeminente, achatamento da parte de trás da cabeça, ponte nasal achatada, orelhas menores, boca pequena, tônus muscular diminuído, ligamentos soltos, mãos e pés pequenos, pele na nuca em excesso, palma da mão com uma linha cruzada (linha simiesca), distancia entre primeiro e segundo dedo do pé aumentado, um anel de pequenas manchas brancas inofensivas ao redor da íris, e um pouco de estreitamento do palato. Há mais malformações menos visíveis na síndrome de Down. Síndrome de Down também está associada a uma série de malformações menos visíveis. Por exemplo, cerca de metade das crianças com síndrome de Down nasce com um defeito no coração, na maioria das vezes um buraco entre os dois lados do coração. Além de mal-formações do trato gastrointestinal, como estenose ou atresia do duodeno, imperfuração anal, e doença de Hirschsprung, perda auditiva condutiva, problemas de visão, alguns tipos de leucemia têm maior incidência em crianças com síndrome de Down, pessoas com síndrome de Down desenvolvem as características neuropatológicas da doença de Alzheimer em uma idade muito mais precoce.
As deficiências intelectuais na síndrome de Down são muitas vezes o mais importante. Essas limitações podem não ser evidentes na primeira infância. No entanto, eles tendem a se tornar cada vez mais perceptível na infância e na juventude, atrasando o desenvolvimento. Em adultos com síndrome de Down, a deficiência intelectual manifesta-se como retardo mental.
Pouquíssimos adultos com síndrome de Down podem levar uma vida independente por causa da sua deficiência mental.
Antigamente pensava-se que quase todos os adultos com síndrome de Down desenvolveram a doença de Alzheimer (demência), no entanto, agora parece que uma proporção muito menor, talvez 20 a 25%, de adultos de Down desenvolve a demência. 
As terapias alternativas para problemas de desenvolvimento e aprendizagem incluem uma série de práticas utilizadas no tratamento da dislexia, TDAH, síndrome de Asperger, autismo, síndrome de Down e deficiência de outros de desenvolvimento e aprendizagem. Os tratamentos incluem mudanças na alimentação, suplementos alimentares, biofeedback, terapia quelante, homeopatia, massagem e ioga.
Há uma série de tratamentos para problemas de desenvolvimento e aprendizagem, recursos como as terapias alternativas são usadas para ajudar na recuperação. Algumas outras alternativas como alimentos livres de glúten e caseína, pode ser sedutor para alguns pais, porque o tratamento recomendado pela maioria dos médicos pode ser "fria e manipuladora." Os pais podem também considerar um tratamento de drogas para déficit de atenção como evitáveis. Tratamentos alternativos entre as medicações estimulantes a partir de produtos naturais e técnicas psicoterápicas são outros tipos de intervenções utilizadas.
Embora existam muitos tratamentos para a síndrome de Down, esta não é uma condição que pode ser curada. No entanto, existem tratamentos e terapias para os problemas físicos, médicos e cognitivos associados com a síndrome de Down. O objetivo dos tratamentos médicos na síndrome de Down está em administrar as condições médicas associadas ao problema, enquanto que a intervenção precoce e terapias ajudam muitas pessoas com a síndrome a ter uma melhor qualidade de vida e mais produtiva.
Parte do CD-ROM HORTICULTURA TERAPIA, prof. Marcelo Rigotti
www.curaplantas.com.br

Autismo Infantil


Autismo infantil

O que é o autismo?

O autismo é um transtorno do desenvolvimento neural, que é caracterizado pela interação social e comunicação prejudicada e pelo comportamento restrito e repetitivo.

Estes sinais começam antes dos três anos de idade, o autismo afeta o processamento das informações no cérebro, alterando a forma como as células nervosas e suas sinapses se conectam e organizam-se, como isso ocorre ainda não é bem compreendido. Os dois outros espectros de desordens do autismo (ASD) é a síndrome de Asperger, que apresenta atrasos no desenvolvimento cognitivo e da linguagem, e PDD-NOS (Pervasive Developmental Disorder - Not Otherwise Specified), em português significa transtorno invasivo do desenvolvimento - sem outra especificação (TID-SOE).

Manifesta-se apresentando a criança muito passiva, deslocada no seu meio, absorvido, insensível às pessoas e as coisas ao seu redor, mas pode se mostrar muito emotiva e chora constantemente sem nenhum motivo aparente. Não falam, têm problemas de alimentação, falta de sono, medo anormal de pessoas e lugares estranhos, não olha para as pessoas e não permitem que as toquem. Mostra resistência às mudanças do ambiente e rotinas habituais.

O autismo tem uma forte base genética, embora a genética do autismo seja complexa e não esteja claro se a principal causa são mutações raras ou combinações raras de variantes genéticas comuns. Em alguns casos, o autismo é fortemente associado com agentes que causam defeitos de nascimento. Existem controvérsias sobre outras possíveis causas ambientais, tais como metais pesados, pesticidas ou vacinas da infância. Atualmente (2008), 1 em cada 150 crianças foi diagnosticada com autismo nos Estados Unidos e o número é crescente, com cerca de quatro vezes mais em meninos. O número de pessoas diagnosticadas com autismo tem aumentado dramaticamente desde a década de 1980, parcialmente devido às mudanças na prática de diagnóstico, a questão porque tem aumentado ainda não pode ser explicada. Suas causas são desconhecidas, embora a maioria dos pesquisadores diga que são de origem biológica.

Como é o tratamento do autismo?

É recomendado que as crianças tenham sessões individuais de tratamento de ajuda psicológica e médica isso contribui para que a evolução seja positiva. Mas esta evolução é muito variável, dependendo da criança.

Há quatro características fundamentais que aparecem em todas as pessoas com autismo: o distúrbio ocorre em uma fase inicial. Têm dificuldades severas de comunicação e relacionamento. Sua linguagem tem alterações e deficiências. Executam ações rotineiras e resistem a mudanças no ambiente. A inteligência das pessoas autistas é variável, oscila de normal até a deficiência profunda com características especificas. Todas as crianças autistas são caracterizadas por um desenvolvimento desarmônico em diferentes áreas do funcionamento psicológico.

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As necessidades de crianças e adultos com autismo.

Apesar das graves dificuldades de comunicação e de comportamento com as pessoas autistas, existem recursos para ajudá-los e suas famílias. O primeiro desses recursos é a educação, a orientação aos pais, assistência psicológica para crianças com autismo e cuidados médicos e finalmente, a consciência social dos problemas das pessoas com autismo e suas famílias.

Comunicação

Cerca de um terço a metade dos indivíduos com autismo não desenvolvem a fala natural suficientemente para suprir suas necessidades diárias de comunicação. As diferenças na comunicação podem estar presentes desde o primeiro ano de vida, e podem incluir retardos na fala (balbucio), gestos incomuns, diminuição da resposta e os padrões vocais não são sincronizados com a fala.

No segundo e terceiro anos, as crianças autistas têm balbucios menos freqüentes e menos diversificados, consoantes, palavras e combinações de palavras, seus gestos são menos frequentemente integrada com as palavras.

As crianças autistas são menos propensas a fazerem pedidos ou compartilhar experiências, e são mais predispostas a simplesmente repetir as palavras dos outros (ecolalia). As deficiências em atenção parecem distinguir as crianças com ASD: por exemplo, eles podem olhar para uma mão apontando em vez do objeto apontado, eles sempre deixam de apontar para os objetos. As crianças autistas podem ter dificuldade com o jogo imaginativo e com o desenvolvimento de símbolos de linguagem.

Comportamento repetitivo

Indivíduos autistas mostram comportamento repetitivo ou limitado.

Estereotipia é o movimento repetitivo, tal como agitar as mãos, fazer sons, girar a cabeça ou balançar o corpo.

Comportamento compulsivo que parece seguir regras, como a organização de objetos em pilhas ou linhas.

Mesmice é a resistência à mudança, por exemplo, insistir que os móveis não sejam movidos ou recusar-se a ser interrompido.

Comportamento ritualístico envolve um padrão invariável de atividades diárias imutáveis. Esta questão está intimamente associada com a mesmice.

Comportamento restrito é limitado apenas em um foco, interesse ou atividade, tais como a preocupação com um único programa de televisão, brinquedo ou jogo.

A auto lesão inclui movimentos que podem ferir como cutucar o olho, a pele, morder a mão e bater a cabeça. Um estudo de 2007 relatou que a auto lesão causou danos em algum ponto afetado em cerca de 30% das crianças com ASD.

Tratamentos:

Poucos são os tratamentos atualmente existentes uma vez que os resultados são muito pequenos e morosos.

Os tratamentos passam por uma estimulação e apoio constante como forma de estimular e fazer com que a criança interaja com o ambiente, com as pessoas e com outras crianças.

Frequentemente usa-se a hipoterapia, a musicoterapia, a terapia da fala, a natação, o contato com animais, o apoio em casa e com especialistas e muitas outras abordagens, tais como: bioquímico (medicação, alimentação e suplementos vitamínicos), neurosensorial (integração sensorial (SI), estimulação e aplicação de padrões, integração auditiva (AIT), comunicação facilitada (FC), terapias relacionadas com a vida diária), psicodinâmico (terapia de abraços, psicoterapia e psicanálise), condutual (modificação da conduta).

Uma das terapias comportamentais mais populares é chamada de TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Communication Handicapped Children - Tratamento e Educação das Crianças Autistas e com Deficiência em Comunicação), desenvolvida na década de 70. Com esse método, os pais e profissionais (professores, terapeutas, etc.) trabalham juntos para melhorar as capacidades de adaptação das crianças por meio de terapia cognitivo-comportamental estruturada. O programa é individualizado para a criança e acontece em vários ambientes - desde clínicas até salas de aula. Outros programas educacionais incluem o Higashi School, que ensina comportamentos positivos através da educação física, artística e acadêmica, e o Bright Start, que ajuda a melhorar a comunicação, a atenção e as habilidades cognitivas das crianças.

Parte do CD ROM HORTICULTURA TERAPIA, prof. Marcelo Rigotti

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Matemática: a construção do número nas séries iniciais


Sobre a natureza de números Piaget demonstrou três fontes básicas  que devemos levar como modo de estruturação: conhecimento físico, conhecimento lógico-matemático e conhecimento social que seria o famoso convencional.
De acordo com Kamii (1991) Segundo  Jean Piaget o conhecimento físico pode ser demostrado pela observação de objetos que tenha cor ou quantidades como por exemplo tampinhas de garrafas pets de cor branca, azul e preta.  Ao pegar as tampinhas (tocar, contato) as crianças estarão tendo o conhecimento físico. O mesmo acontece quando apresentamos as cores das tampinhas, azul, branca e preta, ambas possuem os mesmo tamanhos mas com cores diferentes. Essa diferencia está relacionando com o pensamento lógico-matemático.   
Segundo Piaget, citado Kamii,( 1991) esta diferencia  é os primeiros sinais de relação já criada pela criança mentalmente com as cores das tampinhas que de um ponto de vista as três tampinhas são diferentes e de outro elas são parecidas.  Já com relação ao lógico-Matemático  o que seria a quantidades de tampinhas, a criança passa há entender que além das tampinhas de garrafas possuírem cores diferentes , também tem em quantidades diferentes ou seja , três tampinhas pretas, são diferentes de duas tampinhas brancas e uma tampinha branca.
 Kamii (1991) cita que a criança progride em cima da construção lógico – matemático e que esse conhecimento é consistido na coordenação de relações de diferente, igual e mais com as tampinhas. Ao apresentamos as crianças a identificação de quantidades iguais de tampinhas de garrafas sendo duas tampinhas de garrafas brancas, duas tampinhas de garrafas preta e três tampinhas de garrafas azul, estamos criando conjuntos com a intenção que as crianças recebam estímulos sobre abstração de números em cima de vários conjuntos da mesma quantidade e cores. Com isso as crianças criam vivencias de abstração de quantidades, propriedades físicas e cores dos objetos.
Segundo Piaget citado por Kamii (1991) a abstração da cores dos objetos são diferentes da abstração de números e quantidades e que os mesmos se caracterizam como nomes específicos de abstração reflexiva os números e quantidades e empírica a cor, tamanho e forma dos objetos. Os mesmos autores prosseguem citando que seria impossível a inexistência de reflexiva ou empírica, que ambas depende uma da outra. E que de acordo com a realidade psicológica e lógico matemático a criança passa a observar propriedades, relacionar, construir e classifica-los com novos e conhecimentos já existentes.
"Portanto um sistema de referencia lógico- matemático (construindo pela abstração reflexiva) é necessário para a abstração empírica, porque nenhum fato poderia ser "lido" a partir da realidade externa se cada fato fosse um pedaço isolado do conhecimento, sem nenhuma relação com o conhecimento já construído numa forma organizada". Pg, 18 .Kamii (1991).

De acordo com os estímulos durante os estágios sensórios e pré- operacional sedo a base extraído da abstração reflexiva segundo Kamii (1991) a criança terá condições de fazer 3 tampinha branca + 3 tampinha branca = 6 tampinhas brancas e que o mesmo é 3 tampinhas branca x 2. Ou seja para que possamos que a criança chega na abstração reflexiva sabendo que não houve o fator de isolamento de primeiras construções desenvolvida pela criança, nós empreendedores da educação infantil devemos ter já ter tido estimulado:

A)     Colocar todos os tipos de tamanhos de objetos moveis e formas, para que a criança tenha contato como todo com os objetos.
1)      Construção e vivencia de todos os tipos de relações de objetos;
2)      Quantidades de objetos;
A)     Estimular, incentivar e vivenciar as crianças a pensarem sobre os números com quantidades de objetos como também comparar umas as outras e conjuntos (tampinhas de garrafas).
B)      Estimular e trazer para criança as formas de conjuntos de objetos.

3)      A inclusão da interação entre as outras crianças da sala e o professor;
A)     Levar para sala de aula desafios e que no qual a criança seja o protagonista umas com as outras.
B)      Acompanhar o raciocínio da criança a todo os momentos, colocando ações em todas situações desenvolvida sobre o meio do grupo.
Com isso a criança passa aprender pequenos números, através do estimulo de abstração empírica  e com a construção de relações  de objetos comum, ela passar a entender os números maiores, o que denominamos já a fase de abstração reflexiva.
Ao trabalhar as contagem inicial com as crianças infantil é natural deparamos entre elas, contagem de objetos saltando ou mesmo contar o objeto mas de uma vez.  Isso passa a ser demonstrado que a criança ainda não assimilou a ordem como todo sobre o grupo e nem a inclusão hierárquica.  Segundo Kamii (1991) a explicação sobre não saltar nenhum, e nem  contar o mesmo objeto duas vez está no que só depois de ordenamos os objetos através do ordenamento mental que mentalmente a criança só consegue considerar um de cada vez, em vez de considerar o grupo quando ela aponta os elementos individuais  como um, dois, três etc.  Agora quando considera o grupo a criança passa incluir mentalmente um em dois, dois em três, etc. Passando então segundo Kamii (1991) de inclusão hierárquica.  Ao colocamos em situações de pratica com a criança, nós pedagogos simulamos quatro tampinhas de garrafas pets com duas tampinhas de refrigerante metal, podemos fazer diversas perguntas e de acordo com o andamento das respostas e perguntas, levamos a criança a refletir, a criar habilidade de realizar mentalmente através ver por exemplo que existe mas tampinhas de garrafas pets do que a de mental. É importante que o pedagogo estimula a criança a colocar os diversos conteúdos e ferramentas dentro das relações, porque segundo Piaget citado por Kamii (1991) o pensamento da criança se torna mas flexível criando uma reversibilidade.  
O conhecimento social é atribuída ao fato de houver convenções construídas pelas próprias pessoas.   Kamii (1991)  cita que o ato de ensinar a contar, os conceitos numéricos podem ser passado para as crianças através do conhecimento social e que isso é de uma natureza amplamente arbitrária dentro da sociedade em que a criança vive ficando o indispensável a interferência dos professores, pais, cultura e sociedade sobre o conhecimento social na vida da criança. O mesmo autor prossegue dizendo que o conhecimento social e físico junto que forma a estrutura lógico-matemática tem que ter o tempo e ferramentas básicas para que haja uma assimilação e uma organização na mente da criança. No meio do aprendizado dos números tem que haver distinção entre o conhecimento social e o lógico matemático e que nada com relação ao numero é arbitrário. Através dos conceitos numéricos tido a ferramenta os estímulos de conhecimento social com logico matemático a criança passa visualizar os números sobre natureza universal.  Piaget citado por Kamii (1991) visualiza que na matemática existe um mundo dos números, e que é extremamente importante que a criança socializa com os mesmos.
Piaget citado por Kamii (1991) a epistemologia é o nome cientifico que dar sobre pedagogo o conhecimento de formular perguntas sobre os números e que é através da criação e coordenação de relações que a criança vai obter a sequencia do desenvolvimento da construção individual do numero da estrutura lógico matemático sobre a sua dedução. Kamii (1991) cita que se a criança for estimulada a construir a sua estrutura lógico matemático no aspectos sólido, absorverá uma variedade ferramentas no qual terá raciocínio logico para as tarefas mas difíceis. Já se for estimulada a darem respostas corretas e prontas, não conseguirá ter êxito raciocínios matemáticos de nível mais alto.  A construção do número deve acontecer gradativamente e por partes. Segundo Piaget e Szeminska 1941, Prefácio á 3ª edição citado por Kamii (1991):
 Primeira parte: até 07
Segunda parte:  até 08 a 15
Terceira parte: até 15 a 30.
Para que haja a construção dos grandes número,  Kamii (1991) cita que a criança precisa facilitar o desenvolvimento do processo cognitivo que tenha já construção dos pequenos números. Ou seja a criança precisa manter sobre a mesma linha de aprendizado, pensamento e entendimento da construção dos pequenos números para a construção dos grandes números.  Já sobre a estrutura lógico-matemática de numero, a criança deve construir por conta própria, cabendo ao pedagogo as disponibilidades de ferramentas e métodos variados, encorajar, pensar, estimular e colocar situações em relações para que a criança possa usar na construção da estrutura lógico matemática.

Referencia Bibliografica:
KAMII, Constante; A criança e o número. Implicações educacionais da teoria de Piaget para atuação junto a escolares de 4 a 6 anos. 13 edição. Campinas, Sp. Editora: Papirus. 1991.






O JOGO E A CRIANÇA

           Para compreender melhor o assunto a ser abordado realiza-se uma breve explicação sobre a evolução do ser humano. Fazem-se necessário observar seus modos de ação sobre o meio, as relações com os outros elementos de sua espécie e o seu psiquismo. Essa abordagem é feita pelo estudo da evolução da filogenética. Ela constitui-se pela história de transformações da atividade de trabalho, dos instrumentos semióticos e das relações sociais que se estabelecem entre os homens.
Brumer percebeu a relação entre o jogo e a aprendizagem ao estudar as relações das situações de jogo e o domínio da linguagem em crianças pequenas. Na obra "Comment lês enfants aprennent à parler (1987)", Brumer diz que o que importa é a realidade pragmática da linguagem, permitindo realizar uma ação partilhada com outra pessoa (PERONDI, Dario. p.145.2001).
            Os jogos constituem situações de aprendizagem, e a característica dos formatos de jogo são os acontecimentos nos quais as regras se estabelecem pela linguagem. Os jogos podem ser do tipo que dependem de trocas verbais, oportunizando a exploração do fazer através das palavras.
            Segundo Pinto (2005, p. 30) é exposto; "dada à evolução filogenética, os indivíduos que nascem dentro de uma determinada cultura, desenvolvem-se imersos numa realidade que já está constituída, e que é o resultado atual de uma história de transformações".
            Geralmente a primeira inscrição do sujeito é feita em relação a um sistema que preexiste a ele. A ordem simbólica envolve a vida do homem numa rede tão completa que produz, antes dele vir ao mundo, àquilo que vai engendrá-lo.
Defontaine (Oliveira, 1998) diz ser necessário que a criança tenha condições de questionar seu meio, que experencie as situações de seu corpo em relação ao espaço e que realize um trabalho mental que lhe permitirá organizar-se, organizar e representar seu espaço.
            De acordo com Kishimoto (1995), a influência das idéias de Rosseau, na França, permitiu que se criassem inúmeros brinquedos educativos utilizando princípios da educação sensorial com vistas a estudar crianças deficientes mentais e cujos conhecimentos foram, depois, utilizados para ensino das crianças ditas normais.
 Em seguida, sob a influência do pensamento e da filosofia de suas épocas, cada um à sua maneira, os pedagogos Friedrich Frobel (1782-1852), Maria Montessori (1870- 1909) e Ovide Decroly (1871-1932), elaboraram pesquisas a respeito das crianças pequenas, legando à educação grande contribuição sobre seu desenvolvimento. Estes foram os primeiros pedagogos da educação infantil a romper contra educação verbal e tradicionalista de sua época. Propuseram uma educação sensorial baseada na utilização de jogos e materiais didáticos, que deveria traduzir por si a crença em uma educação natural dos instintos infantis.
            Fica salientado que o processo de desenvolvimento humano é marcado por apropriação de saberes produzidos na história cultural da humanidade, a escola encaixa-se perfeitamente como sendo o local indicado para trabalhar a mediação e a organização de relações para dar capacitação aos indivíduos para serem capazes de caminharem além dos níveis já garantidos no campo de suas competências individuais.
O professor pode, então, ser o outro que se antecipa no processo de apropriação de conhecimento e de competências internas do sujeito, e traciona o desenvolvimento, para o que deve criar espaços sistemáticos. Tem a oportunidade de ser um organizador, com intencionalidade, deste percurso dos sujeitos, ao qual pode se antepor (ROCHA. 2005. p. 45).
            O jogo não é somente um divertimento ou uma recreação. Não é necessário provar que o jogo os fogos em grupo são uma atividade natural e que satisfazem à atividade do indivíduo; o que é necessário é justificar seu uso dentro da sala de aula. As crianças muitas vezes aprendem mais por meio dos jogos em grupo do que nas lições e exercícios preparados somente com livros e cadernos.
            Segundo Kamil e Devries (citados por Friedmann, 1996, p. 35), num jogo as crianças são mais ativas mentalmente do que num exercício. Os jogos são, fora da sala de aula, uma atividade satisfatória e merece ser levados para dentro da sala de aula para tornar a educação mais compatível com o desenvolvimento das crianças.
            Reconhecemos nas idéias e estudos realizados por Vygotsky, que é interessante observar que o ensino sistemático não é o único fator responsável por alargar os horizontes da zona de desenvolvimento proximal.
Vygotsky considera o brinquedo uma importante fonte de promoção de desenvolvimento. Afirma que, apesar do brinquedo não ser o aspecto predominante da infância, ele exerce uma enorme influência no desenvolvimento infantil (Rego, 1995, p. 80).
            Compreendendo bem a natureza dos jogos tradicionais é possível revivê-los, transformando-os e adaptando-os às condições e realidades contemporâneas. Pode-se fazer uso desses jogos como recurso metodológico destinado a diagnosticar necessidades e interesses dos diferentes grupos de crianças que temos em nosso convívio escolar, serve ainda para contribuir no desenvolvimento da inteligência e de aprendizagens específicas.
É na brincadeira que a criança se comporta além do comportamento habitual de sua idade, além de seu comportamento diário. A criança vivência uma experiência no brinquedo como se ela fosse maior do que a realidade, o brinquedo fornece estrutura básica para mudanças das necessidades e da consciência da criança. (VYGOTSKY, 1992, p.117).
            O lúdico promove o desenvolvimento global da criança; para tanto é necessário considerar os conhecimentos que ela já possuí proporcionar a criança vivenciar seu mundo, explorando, respeitando e reconstruindo. Nesse sentido a Educação Infantil deve trabalhar a criança, tomando como ponto de partida que esta é um ser com características individuais e que precisa de estímulos para crescer criativa, inventiva e, acima de tudo crítica.
Para trabalhar com respeito e fazer um trabalho consciente em sala de aula com jogos, é indicado que o educador possa reconhecer a realidade lúdica do seu grupo de crianças, seus interesses e necessidades, comportamento, conflitos e dificuldades, e que, juntamente, construa um meio de estimular o desenvolvimento cognitivo, afetivo, social moral, lingüístico e físico-motor, assim, propiciar a aprendizagem específica.
O educador deve ter seus objetivos bem claros. Assim, se pretender ter um diagnóstico do comportamento do grupo em geral e dos alunos de forma individual, ou saber qual o estágio de desenvolvimento em que se encontram essas crianças, ou ainda, conhecer os valores, idéias, interesses e necessidades ou, os conflitos e problemas, é possível, a partir do jogo, ter esse amplo panorama de informações (FRIEDMANN, 1996, p. 70).
            Com esse estudo busca-se mostrar que em determinadas condições, geralmente as que possibilitam o "brincar", é possível criar um campo de experiências onde a cultura adquira real significado para o aluno. É importante superar a idéia de que educação se reduz ao ensinar e aprender.
            Este estudo abre caminhos para meditar nas diversas hipóteses de trabalho associando o jogo, ao lúdico e as regras básicas de convívio, possibilitando então, penetrarmos no significado profundo das palavras: conhecer, desenvolver, raciocinar, criar e descobrir.

O Jogo na Educação Infantil

     O jogo sempre foi uma característica do ser humano. Dessa forma, deve fazer parte também de suas atividades educativas. Sua importância e utilização na educação de crianças dá-se historicamente desde a Grécia antiga com o pensador Platão e a partir daí com os Egípcios, Romanos, Maias e mais tarde com os humanistas (século XVI), teóricos da educação e estudiosos da pedagogia ativa como Dewey, Montessori, Rosseau, Froebel, Piaget, Frenet e Paulo Freire.
      Kishimoto (1995), ao influenciar a história da pedagogia pré-escolar brasileira, a partir de uma entrada através do movimento da Escola Nova, os pensamentos Froebeliano, Montessoriano e Decrolyano têm-se transformado, principalmente após os anos 70, com a priorização dos programas de educação compensatória, em meros instrumentos didáticos. A autora observou mais recentemente uma tendência das pré-escolas brasileiras em trabalhar com as crianças através de materiais didáticos, brinquedos pedagógicos e métodos lúdicos de ensino e alfabetização como fins em si mesmos, descontextualizando seu uso dos processos cognitivos e históricos experienciados pelas crianças.
      Assim, a maioria das escolas tem didatizado à atividade lúdica das crianças restringindo-as a exercícios repetidos de discriminação viso motora e auditiva, através do uso de brinquedos, desenhos coloridos e músicas ritmadas. Ao fazer isso, ao mesmo tempo em que bloqueia a organização independente das crianças para a brincadeira, essas práticas pré-escolares, através do trabalho lúdico didatizado, enfatizam os alunos, como se sua ação simbólica servisse apenas para exercitar e facilitar para o professor, a transmissão de determinada visão do mundo, definida a priori pela escola.
             É fundamental que se assegure à criança o tempo e os espaço para que o caráter lúdico do lazer seja vivenciado com intensidade capaz de formar a base sólida para a criatividade e a participação cultural e, sobretudo para o exercício do prazer de viver, e viver, como diz a canção... como se fora brincadeira de roda [...] (MARCELLINO,1996, p.38).
              Na ação lúdica não é a racionalidade lógica que impõe a ação, mas sim a motivação que está expressa na alegria e no prazer, na diversão como o ponto comum da atividade lúdica. Além disso, toda atividade lúdica pode ser exercida tanto por crianças como por adultos, o adulto que brinca não volta a ser criança, mas resgata um comportamento humano (NEGRINE, 1998).
               Cunha (1994) ressalta que a brincadeira oferece uma "situação de aprendizagem delicada", isto é, o educador precisa ser capaz de respeitar e nutrir o interesse da criança, dando-lhe possibilidades para que evolua em seu processo, ou do contrário perde-se a riqueza que o lúdico representa.
                Neste sentido é responsabilidade do educador na educação infantil ajudar a criança a ampliar de fato as suas possibilidades de ação. Proporcionar à criança brincadeiras que possam contribuir para seu desenvolvimento psicosocial e consequentemente para sua educação.
                Há de se planejar brincadeiras diversificadas e lhes facilitar a experimentação. É necessário estimular a participação ativa e a imaginação criadora, pois conforme Vygotsky (1991), quando a criança brinca, por exemplo, de "faz de conta", atinge estágios de desenvolvimento.
Quem apenas sugere que a criança deva brincar ou quem tenta controlar suas brincadeiras em demasia, está tolhendo os horizontes lúdicos da criança.

            Kishimoto afirma que "Se a atividade lúdica não for de livre escolha e seu desenvolvimento não depender da própria criança, não se tem brincadeira, mas trabalho" (1994, p.35).
           O lúdico enquanto recurso pedagógico deve ser encarado de forma séria e usado de maneira correta, pois como afirma Almeida (1994), o sentido real, verdadeiro, funcional da educação lúdica estará garantido se o educador estiver preparado para realizá-lo.
            Segundo Garcia (1995), o professor deve dar sentido às atividades de sala de aula, sabendo que cada atividade traz a possibilidade de novas aprendizagens e provoca novos desenvolvimentos.
            Mas, no caso específico de jogos e brincadeiras, quando direcionados para a alfabetização e o ensino da língua materna, isso é perfeitamente possível. Por meio deles, integram-se o prazer e o aprender, o sabor e o saber.
            Tudo isso deve ser utilizado com um propósito único, o de tornar a alfabetização um momento espontâneo na vivência dos alunos.
            Para concretizar esses grandes objetivos, pensando na participação dinâmica da criança nesse processo, devem ser levados em conta seus interesses e necessidades, e o educador deve ter bem claros esses objetivos. Assim, ao pensar atividades significativas que respondam aos objetivos, é importante articulá-la de forma integrada, conforme a realidade sócio-cultural das crianças, seu estágio de desenvolvimento e o processo de construção de conhecimentos, valorizando o acesso aos conhecimentos do mundo físico de conhecimentos, valorizando o acesso aos conhecimentos do mundo físico e social (FRIEDMANN, 1996, p. 55).
            Isso se deve ao preceito de que Brincar é coisa séria! É mais do que uma atitude sem conseqüência para a criança. Brincando, ela não apenas se diverte, mas recria e interpreta o mundo em que vive, relacionando-se com este mundo. Brincando ela aprende
            Os jogos assumem diversos papeis em uma instituição pedagógica de Educação Infantil. A brincadeira e o jogo assumem papeis bem parecidos eles ocupam um papel cultural e assumem papeis de acordo com cada grupo social.
             A ação de brincar segundo Almeida (1994), é algo natural na criança e por não ser uma atividade sistematizada e estruturada acaba sendo a própria expressão de vida da criança.
            Rizzi e Haydt convergem para a mesma perspectiva quando afirmam:
           O brincar corresponde a um impulso da criança, e este sentido, satisfaz uma necessidade interior, pois o ser humano apresenta uma tendência lúdica. (1987,p.14).
            Faz-se necessário destrinchar alguns aspectos essenciais no assunto que está sendo abordado deve-se localizá-lo nas condições concretas da vida, situar-se na realidade cultural para a partir daí elaborar algumas perspectivas explicativas.
Tudo que a criança aprende do exterior ainda é algo que aprende de si mesma. Qualquer ensino recebido inscreve-se na perspectiva de certas possibilidades que desmascara [...] a menor lição, o mais simples exercício constituem como que um questionamento à personalidade no seu conjunto. (GUSDORF, 1987, p. 81).
            Para VYGOTSKY (1982,1988) existem dois elementos fundamentais e indissociáveis nas brincadeiras: a situação imaginária e as regras. De um lado encontra-se o jogo de papéis com regras implícitas e, em outro, o jogo de regras com regras explícitas.
A situação de brinquedo potencializa a Zona de Desenvolvimento Proximal na medida em que envolve a criança "graus maiores de consciência das regras de conduta, e nos comportamentos previsíveis ou verossímeis dentro do cenário construído (BAQUERO, 1998, p. 102).
            Nesse estudo, o brinquedo será entendido como o objeto utilizado na brincadeira, a brincadeira como a estruturação de uma conduta infantil; e o jogo e a brincadeira com regras para identificar o objeto, as regras da realidade e as regras do jogo, portanto construir o mundo concreto e real na formação de um ser completo e social.
            Para Vygotsky (2001, p. 145), a instrução (referindo-se ao ensino) deve ser orientada para os processos de desenvolvimento que se encontram em amadurecimento e consolidação na zona de desenvolvimento proximal. Ele alertava que a ZDP (zona de desenvolvimento proximal) deveria ser considerada levando em conta tanto o nível de desenvolvimento da criança, como a natureza da instrução recebida pela mesma.
            Ganha importância, assim, o aspecto das pré-condições de desenvolvimento da criança e as possibilidades de aprendizagem, condicionadas a uma intervenção instrucional que funcione como mediadora no processo ensino/aprendizagem. Operar sobre a zona de desenvolvimento proximal possibilita trabalhar sobre as funções "em desenvolvimento", ainda não plenamente consolidadas, mas sem necessidade de esperar sua configuração final para começar uma aprendizagem.
Existem dois elementos fundamentais e indissociáveis nas brincadeiras: a situação imaginária e as regras. De um lado encontra-se o jogo de papéis com regras implícitas e, em outro, o jogo de regras com regras explicitas. Destaca que as regras não se restringem aos brinquedos classificados como de regras. Para ele, as regras aparecem como elemento sempre presente em toda a situação de brinquedo simbólico (VYGOTSKY 1982, 1988, apud PERONDI, 2001, p.145).
            Com a evolução do desenvolvimento, as regras também evoluem e ficam mais rígidas, necessitando de mais atenção da memória e regulação da atividade, desta maneira, com o passar do tempo o jogo se torna mais competitivo.
            Para Vygotsky (1999) as regras aparecem em todas as etapas, também na fase dos jogos dos papéis, que também possuem regras implícitas que permitem às crianças auto-regular-se. E fica claro que não existe brinquedo sem regras, a situação imaginária contém sempre regras de comportamento. Quando as regras aparecem em uma etapa posterior, elas apenas aumentam seu grau de dificuldade, dependendo da motivação e do raciocínio. Ao alcançar estágios mais avançados de desenvolvimento mental, a criança assume o jogo com outra significação.
            Brincando a criança aprende decidir, ter opinião própria, descobre seu papel e seus limites. Através do brinquedo ela descobre o prazer e satisfação de criar. Expressa sua necessidade de explorar o mundo, a partir do domínio das habilidades de comunicação, nas mais variadas formas, facilitando a auto-expressão. Além de colaborar no desenvolvimento intelectual por meio de exercício de atenção, e também pelo uso progressivo de processos mentais mais complexos como comparação e discriminação, e pelo estimulo à imaginação.
A criança em idade pré-escolar envolve-se num mundo ilusório e imaginário onde os desejos não realizáveis podem ser realizados e esse mundo é o que chamamos de brinquedo! (VYGOTSKY 1992, p.92).
As brincadeiras através de jogos ou não, propiciam ainda a socialização, pelo exercício de vários papeis sociais, com as suas normas de conduta e pela formação de lealdades sociais. Ajudam a descoberta do EU e do OUTRO (social e cultural) contribuindo para a difícil construção da identidade cultural.
Jogo supõe relação social, interação. Por isso, a participação em jogos e brincadeiras contribui para a formação de atitudes sociais, respeito mútuo, solidariedade, iniciativa pessoal e grupal. É jogando e brincando que a criança aprende o valor do grupo como força integradora e o sentido de competição e da colaboração consciente e espontânea. (RIZZI e HAYDT, 1987, p.15).
Quando brinca a criança, alivia tensões, descarrega energia, assimila a realidade do mundo que a cerca. Beneficia-se culturalmente, pois os modelos de comportamentos, conhecimentos, crenças e valores são graças às brincadeiras mais facilmente transmitidas de uma geração a outra, e cujo desdobramento é instigado pelas atividades criadoras.
Compreender, conhecer e reconhecer o jeito particular das crianças serem e estarem no mundo é o grande desafio da educação infantil e de seus profissionais. Embora os conhecimentos derivados de áreas afins possam ser de grande valia, para revelar o universo infantil apontando algumas características comuns das crianças, elas permanecem únicas em suas individualidades e diferenças.
As Fases do Jogo
O jogo é necessário ao processo de desenvolvimento, tem uma função vital para o indivíduo principalmente como forma de assimilação da realidade, além de ser culturalmente útil para a sociedade como expressão de ideais comunitários.
Segundo Faria (1995), na concepção piagetiana, os jogos consistem numa simples assimilação funcional, num exercício das ações individuais já aprendidas gerando, ainda, um sentimento de prazer pela ação lúdica em si e pelo domínio sobre as ações. Portanto, os jogos têm dupla função: consolidar os esquemas já formados e dar prazer ou equilíbrio emocional à criança.
Segundo Vygotsky (1989), o lúdico influencia de fato o desenvolvimento da criança. É através do jogo que a criança aprende a agir, sua curiosidade é estimulada, adquire iniciativa e autoconfiança, proporciona o desenvolvimento da linguagem, do pensamento e da concentração.
            Para Piaget (1994, p. 32), o jogo apresenta uma concepção. O autor afirma que se o ato da inteligência desemboca em equilíbrio entre assimilação e a acomodação, sendo que a imitação prolonga esta última por si mesma, é possível afirmar que o jogo é essencialmente assimilação, que prima sobre a acomodação.
Aprendizagem para Piaget está representada por um duplo processo: o de assimilação e o de acomodação. A inteligência sensório-motora aparece como desenvolvimento de uma atividade assimiladora que tende a incorporar e acomodar os objetos exteriores e seus esquemas, na medida em que se dá um equilíbrio estável entre a assimilação e a acomodação (NEGRINE. 1994. p. 32).
            Segundo o autor, o jogo é praticamente uma imitação. A criança, desde seu nascimento, aprende a imitar e assim, aprende as regras e adquire condições de assimilar as necessidades da realidade. Com o jogo simbólico ela assimila e imita o real.
            Ao estudar a imitação, Piaget (1994, p. 34) desenvolve seus estudos e reconhece seis estágios progressivos, onde cada um se destaca com características individuais e peculiares:
1º estágio: Preparação reflexa – Nesse estágio observa-se que a reprodução de um modelo estará relacionada com os atos reflexos e, portanto, não é propriamente imitação. Nesse período existe a ausência da imitação.
2º estágio: Imitação esporádica – Nesse estágio os esquemas reflexos começam a assimilar certos elementos exteriores e a amplia-se em função de uma experiência adquirida sob a forma de reações circulares diferenciadas.
3º estágio: Imitação sistemática – Nesse estágio nota-se o surgimento de novas reações circulares que exercem uma ação sobre as mesmas coisas. Elas surgem com o desenvolvimento da coordenação da visão e da preensão e isso se dá por volta dos quatro meses e meio mais ou menos. Observa-se então, que nessa fase a criança é capaz de imitar todos os movimentos que executa espontaneamente por si mesma.
4º estágio: Imitação dos movimentos já executados pelo sujeito, mas de maneira invisível para ele – São descritos dois momentos distintos nessa fase da imitação: a imitação de movimentos já executados pelo sujeito, sendo que ele não pode ver - isso ocorre aos oito ou nove meses praticamente -; e o início da imitação de novos modelos sonoros e visuais. Depois que a criança adquire domínio dos movimentos ela passa a copiar os sons e os gestos novos. Esse desenvolvimento tem relação direta com o processo de inteligência.
5º estágio: imitação sistemática de modelos novos, inclusive os que correspondem aos movimentos invisíveis do próprio corpo – A imitação dos modelos novos não ocorre de maneira sistemática e precisa, mas no curso do quinto estágio e isso paralelamente com o progresso da mesma inteligência, responsável direta do processo de imitação.
6º estágio: começo da imitação representativa e evolução posterior da imitação – No desenvolver desse estágio apresenta-se a construção da inteligência sensório-motora. Nota-se aqui que a coordenação dos esquemas se torna independente suficientemente da percepção imediata e da experiência empírica como para dar lugar a combinações mentais. São descritos dois momentos distintos: imitação dilatada, que se refere à primeira reprodução de um modelo, onde não se faz necessária em sua presença, mas em sua ausência e depois de tempo mais ou menos lago; e evolução posterior à imitação, momento que se caracteriza pela análise da imitação depois que aparece a linguagem, período compreendido entre dois e sete anos aproximadamente.
Piaget, neste estágio, faz referência a dois tipos de observação de ordem geral: uma que se refere às coisas móveis; e outra que é a técnica da imitação. Com relação às coisas móveis, sustenta que a imitação não se constitui jamais em uma conduta que se satisfaça a si mesma: é o resultado de uma acomodação especial ao modelo proposto (...). A imitação é sempre uma prolongação da inteligência, mas no sentido de uma diferenciação em função de modelos novos (NEGRINE, 1994, p. 34).
            Depois de fazer estudos e descrever a evolução da imitação, Piaget (1994, p. 34) faz uma análise da evolução do jogo nesses mesmos estágios.
            No primeiro estágio o autor ressalta que é difícil considerar como jogo os exercícios reflexos característicos dessa primeira fase; isso porque, são movimentos que prolongam o prazer da sucção. Já no segundo, observa-se o jogo como parte de condutas adaptativas, esboçando-se como ligeira diferenciação da assimilação adaptativa.
            No terceiro estágio, nota-se que as coisas se transformam em jogo quando um novo fenômeno é compreendido pela criança. Nesse período, a diferenciação entre jogo e a assimilação intelectual é um pouco mais acentuada.
            No quarto estágio, surgem duas novidades relacionadas ao jogo: em primeiro lugar, observa-se a aplicação dos esquemas adquiridos a situações novas e em segundo lugar nota-se a mobilidade dos esquemas, que permite a formação de verdadeiras combinações lúdicas, e o sujeito passa de um esquema a outro sem ensaios sucessivos e de maneira simples sem esforço de adaptação.
            No quinto estágio, tem-se a impressão de que as atividades lúdicas das crianças obedecem a um ritual, sendo que essa ritualização inicia-se no estágio anterior. Já no sexto e último estágio, a característica principal é a aparição do símbolo lúdico, distinguindo-se do ritual sob forma de esquemas simbólicos. Isso se deve a um processo decisivo no sentido da representação.
            No decorrer dos seus estudos, Piaget (1994) descreve vários pontos importantes relacionados ao jogo.  O autor fala sobre signo e símbolo, dizendo que o signo é um significante arbitrário ou convencional, enquanto o símbolo é um significante motivado.
            Nem a palavra, nem o contato com o outro acompanham necessariamente a formação de um simbolismo, já que o efeito mais característico do sistema de signos verbais sobre o desenvolvimento da inteligência é tornar possível a transformação dos esquemas de conceitos.
            Sendo assim, observamos que a imitação e o jogo se elaboram no decorrer dos mesmos estágios e passam por todas as fases de construção, contando também com a fase da representação.
            Segundo Piaget (1994, p. 37), todo esquema participa sempre ao mesmo tempo da assimilação e da acomodação, posto que cada um desses dois processos seja necessariamente indissociável do outro.
Quanto à classificação dos jogos, Piaget opina que o jogo procede por relaxação do esforço adaptativo, assim como por meio do exercício das atividades, somente pelo prazer de dominá-las e de extrair delas um sentimento de virtuosidade ou potência. (...) (NEGRINE, 1994. p, 37).
            Os estudos de Piaget (1994) fazem ainda referência aos processos de desenvolvimento interno e externo da criança, o que dá margem para dúvidas a respeito das relações entre a imitação e a imagem mental.
            Analisando o jogo e enfocando sua estrutura, Piaget (1994, p. 40) classifica os jogos em: de exercício sensório-motor, simbólicos, e de regras, sem esquecer suas variedades. Analisando seus estudos, observamos que ele propõe variações de conteúdos segundo o meio físico e social em que a criança está inserida.
            Ainda segundo o autor os estágios e períodos do desenvolvimento caracterizam as diferentes maneiras do indivíduo interagir com a realidade, para poder organizar seus conhecimentos.
            Para estudar melhor esse desenvolvimento, tomamos como base de estudo as fases de desenvolvimento do jogo nas crianças,
a) Jogos Sensório-Motores - também denominados jogos de exercício, aparecem no primeiro período do desenvolvimento da criança, isto é, no período da atividade sensório-motora. Não chegam a constituir sistemas lúdicos independentes e cognitivos, como é o caso dos jogos simbólicos e de regras. Sua motivação é pelo simples prazer funcional, ou pelo prazer produzido pela tomada de consciência de suas novas capacidades. Consistem no movimento pelo movimento, em manipulações baseadas no prazer de manipular e cuja característica principal é sua instabilidade.
b) Jogos Simbólicos - atendem à estrutura dos símbolos concebidos como instrumentos de assimilação lúdica. O esquema simbólico por si mesmo é suficiente para assegurar a superioridade da representação sobre uma ação pura; nesta fase, segundo PIAGET (1994, p. 41), o jogo permite assimilar o mundo exterior ao "eu", como meio infinitamente mais poderoso que o simples exercício. Essa forma do jogo simbólico surge antes da linguagem e serve para que a criança utilize livremente seus poderes individuais, reproduzindo suas ações pelo prazer de criar o espetáculo para si e para os demais.
c) Jogos de Regras - não seguem o mesmo itinerário dos anteriores, pois começam a aparecer na metade do segundo estágio, isto é, dos quatro aos sete anos, e principalmente no terceiro período, que está compreendido entre os sete e onze anos. (PIAGET ,1994).
            Nessa fase surge apenas o pensamento, o símbolo substitui o simples exercício, a regra substituirá o símbolo e enquadrará o exercício no momento em que se constituem, de forma incipiente, certas relações sociais.
     Para Piaget, a criança por si mesma não se impõe regras, mas o faz por analogia com as que recebeu. Jamais se comprovou regras espontâneas em uma criança isolada. Faz referência a um exemplo em que uma criança, quando tem bolinhas de gude, constrói com elas símbolos (ovos de um ninho) ou joga arremessando-as etc. (simples exercícios), adquirindo costumes (NEGRINE, 1994. p. 44).
            Na regra, além da regularidade, existe uma idéia de obrigação que supõe a existência de dois indivíduos, pelo menos. Nesse sentido, NEGRINE (1994, p. 45) afirma que para Piaget, somente os jogos de regras escapam a esta lei de involução, desenvolvendo-se com a idade e sendo os únicos que subsistem na idade adulta. Segundo o autor, Piaget vê no jogo um processo de ajuda ao desenvolvimento da criança, pois a acompanha, sendo ao mesmo tempo uma atividade conseqüente de seu próprio crescimento.
           O jogo não é um acaso à parte das demais atividades humanas. Como todas, é vida manifestando-se e, como elas, manifestando-se de maneira típica, apenas quando encontra ambiente fértil para isso. E tudo indica, é o mundo do espírito humano, da subjetividade que acolhe o lúdico e o faz crescer. Quando o homem volta-se para si, livre das amarras da objetividade, pode jogar. (FREIRE, 2005b: 65)
            Essa complexa relação entre o jogo, cultura e o indivíduo, que se caracteriza o ambiente da atividade lúdica, sem que se possam especificar quais desses elementos atuam como causa ou conseqüência em suas constantes formações.           Diante disso, espera-se que a cultura pode ser caracterizada como responsável pela formação de um jogo, ou que esse último possa ser responsável pela formação de um indivíduo.


Referências Bibliográficas

FRIEDMANN, Adriana. Brincar: crescer e aprender. O resgate do jogo infantil. Ed. Moderna São Paulo, 1996.
NEGRINE, Airton. Aprendizagem e desenvolvimento infantil. V. 1. Simbolismo e jogo. Porto alegre: PRODIL, 1994.
FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1997.
FREIRE, P. Professora sim, Tia não: Cartas a quem ousa ensinar. São Paulo: Olho d`Água, 1997.
VYGOTSKY, L. S. Imaginación y creación en la edad infantil. La Habana: Editorial Pueblo y Educación, 1999.
VYGOTSKY, L. S. "Concrete Human Psycology", Soviet Psychology, v. XXVII, n. 2., 1986,pp. 53-77.(Tradução para o português de Enid Abreu Dobránszky, 1989).

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A Educação Pré-Escolar para Crianças com Necessidades Especiais
Autora: Vera Lúcia Camara F. Zacharias


A validade da educação especial se justifica na certeza da importância da educação para todos. Assim, para alguns, ela deve se desenvolver de forma especial, para atender às diferenças individuais dos alunos, através da diversificação dos serviços educacionais.
     A educação consiste em um trabalho que visa desenvolver as oportunidades para que cada um venha a ser uma pessoa em toda a sua plenitude, apoiando-se nos recursos da pessoa, mediante a consideração de suas necessidades e fraquezas, suas forças e esperanças.
O princípio está na capacidade de crescimento do ser humano, que é ilimitada.
Crianças com necessidades especiais são aquelas que, por alguma espécie de limitação requerem certas modificações ou adaptações no programa educacional, a fim de que possam atingir seu potencial máximo. Essas limitações podem decorrer de problemas visuais, auditivos, mentais ou motores, bem como de condições ambientais desfavoráveis.
        Principalmente a partir da década de 60, tem-se uma clara compreensão da importância e significação dos anos pré-escolares no desenvolvimento de um padrão de comportamento para toda a vida. Para as crianças com deficiências, a educação pré-escolar torna-se ainda mais necessária, pois oportuniza que   desfrutem ao máximo todas as possibilidades de um ambiente educacional organizado, aproveitando ainda os benefícios do convívio com outras crianças.
       É a presença de necessidades educacionais especiais que irá indicar se um aluno deve receber educação especial, e não apenas a presença de uma deficiência ou superdotação, pois, a existência de uma deficiência, não torna obrigatório que seu portador não possa ser bem atendido mediante os processos comuns de educação.
     Após a realização de um diagnóstico educacional por uma equipe interdisciplinar, pode-se recomendar, de acordo com cada caso, a educação especial.
       As situações de ensino são especiais, quando utilizam recursos físicos e materiais especiais, profissionais com preparo específico e alguns aspectos curriculares que não são  encontrados nas situações comuns.

Diagnóstico e Classificação
      Os termos: diagnósticos, classificação, avaliação, testagem, são utilizados e definidos de diferentes maneiras nas várias áreas: médica, psicológica, educacional etc.
     O diagnóstico educacional consiste na utilização de recursos, meios e técnicas para analisar e avaliar as situações educacionais, os problemas e as dificuldades dos alunos, bem como, tomar conhecimento de suas causas para prevení-las e corrigí-las, quando possível.

          Todo diagnóstico tem duas funções básicas:

1- Localizar e analisar as causas das dificuldades dos alunos em todas as áreas das suas atividades.
2- Identificar e avaliar as áreas de aprendizagem e ajustamento, tanto as positivas, quanto as negativas.
Classificação e Caracterização dos Alunos Excepcionais ou Portadores de Necessidades Especiais
     São inúmeras as desvantagens e desvios existentes na classificação de pessoas em categorias, mas, elas acabam tornando-se necessárias, principalmente do ponto de vista da administração do Sistema Educacional.
     A classificação abaixo, decorre do modelo clínico, combinado sempre que possível ao modelo educacional.
1.Excepcionais Intelectuais
1.1- Superdotados
1.2- Deficientes mentais
      a) educáveis
      b) treináveis
      c) dependentes
 2. Excepcionais por desvios físicos
       2.1- Deficientes físicos não sensoriais
       2.2- Deficientes físicos sensoriais
           a) deficientes auditivos
           b) deficientes visuais

3. Excepcionais psicossociais
     3.1- alunos com distúrbios emocionais
     3.2- alunos com desajustes sociais

4. Excepcionalidade múltipla
    4.1- alunos com mais de um tipo de desvio
Recursos Educacionais Especiais
        É de extrema importância que sejam consideradas primeiramente todas as possibilidades de utilização da escola comum, como um recurso integrado com outras formas de atendimento que o aluno tenha necessidade.
      Nos estados e municípios do Brasil, com suas extremas diferenças de estrutura e distribuição de renda, encontramos locais com boas situações de atendimento a esses alunos, até aqueles locais, que quase não dispõem de condições de atendimento adequado à faixa de sua população escolarizável, quanto mais à alunos portadores de alguma necessidade especial.

      Os recursos mais freqüentemente encontrados são:



                   1.- Ensino Itinerante
                   Prestação de serviços, por um professor especializado, que visita várias escolas comuns que recebem alunos excepcionais. Esse professor especializado atende tanto aos professores, para orientá-los, quanto aos próprios alunos.
                  2. - Sala de Recursos
                  É uma sala que conta com materiais e equipamentos especiais, na qual o professor especializado, fixo na escola, auxilia os alunos nos aspectos específicos em que precisam de ajuda para manterem-se na classe comum. Na maioria dos locais esse profissional também presta atendimento aos professores das classes comuns, aos demais profissionais da escola e à família dos alunos.
                3. - Classe Especial
                 Instalada em escola comum, caracteriza-se pelo agrupamento de alunos classificados como da mesma categoria de excepcionalidade, que estão sob a responsabilidade de um professor especializado. Tem sido mais utilizada para alunos deficientes mentais educáveis.
                 4. - Escola Especial ou Educação Especial
                 É aquela que foi organizada para atender específica e exclusivamente a alunos excepcionais. Algumas atendem apenas a um tipo de excepcionalidade, outras já atendem a diferentes tipos. Tem sido bastante criticadas por reduzir o convívio do aluno excepcional com outras crianças não portadoras de desvios, bem como pelo estigma de que são objetos tanto a escola, como seus alunos. É importante que nos lembremos que sempre existirão alunos que necessitam desse tipo de atendimento.

Educação Especial no Estado de São Paulo

        O atendimento a alunos excepcionais no Estado de São Paulo, é feito por serviços estaduais, municipais e particulares. A grande maioria dos serviços existentes destina-se ao atendimento de portadores de deficiências mentais, auditivas, visual e físicas não sensoriais.
        O atendimento realizado por particulares, em grande parte, é realizado por meio de instituições assistenciais sem fins lucrativos, que mantém convênios com órgãos públicos. Normalmente atendem crianças que apresentam comprometimentos que requerem serviços complementares aos educacionais.
        Destacam-se as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais- APAE; a Sociedade Pestalozzi de São Paulo, a Fundação para o Livro do Cego, a Associação de Assistência à Criança Defeituosa - AACD, o Lar Escola São Francisco, etc.
A educação especial no Estado de São Paulo, atende às normas fixadas pelo Conselho Estadual de Educação.

E o que diz a principal Lei da nação quanto à Educação Especial ?

A Educação Especial na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - Lei 9394 de 20 de dezembro de 1996
Capítulo V- Da Educação Especial- (Artigos 58 ao 60)
     A lei entende como educação especial a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais. Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela  de educação especial. O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas do aluno, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular.
     A oferta de educação especial é dever constitucional do Estado e tem início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil, devendo os sistemas de ensino assegurarem aos educandos com necessidades especiais, currículos, professores e outras condições de organização escolar adequadas às necessidades, inclusive dos superdotados.
     Em todo o mundo se iniciou um processo de reintegração da criança portadora de deficiências ou distúrbios de aprendizagem na Escola e classes comuns.
      O nome desse movimento mundial é Educação Inclusiva, que propõe o atendimento da criança em classes comuns, garantindo-se as especificidades necessárias, com um atendimento de um professor especialista ao professor da classe comum.
      O mais importante documento que norteia a Educação Inclusiva é a Declaração de Salamanca.
Esta, é ao mesmo tempo, uma Declaração de Direitos e uma proposta de ação. Surgiu na Conferência Mundial, patrocinada pela UNESCO em junho de 1994, em Salamanca, na Espanha.
Tem como objetivo maior garantir o direito a todos os alunos, com qualquer grau de deficiência ou distúrbio de aprendizagem, ao que comumente chamamos e Educação Comum.
  Vera Lúcia Camara F. Zacharias é mestre em educação, pedagoga, diretora de escola aposentada, com vasta experiência na área educacional em geral, e,  em especial na implantação de Cursos Técnicos de Nível Médio e pós-médio, assessoria e capacitação de profissionais para a utilização de novas tecnologias aplicadas à educação e alfabetização.